Influência

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Ref.: 978-65-86329-08-7 
R$ 60,00


Pré-venda finalizada retornaremos às vendas  no dia 23/11 

Agradecemos a todos os amigos que estiveram conosco no dia 19 de novembro na pré-venda. Fica aqui registrado a nossa alegria em compartilhar o trabalho dos autores Henrique Fagundes da Costa e Eduardo Rocha.

Como diria Manoel de Barros

"
Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.

A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair
correndo com ele para mostrar aos irmãos.

A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso..."

Influência, do sonho ao olhar, e a imagem revelando a palavra.

Ficha técnica

Lançamento 2020
Título original Influência
   
Formato 16 x 23cm
Número de páginas 384
Peso 600 g
Acabamento Brochura
ISBN 978-65-86329-08-7 
   
Preço R$ 70,00

Ficha técnica e-book

   
   

Conteúdos especiais

 
 
 

Leia um trecho do livro

Introdução

Graças aos historiadores, desde os mais remotos tempos, temos notícias de civilizações nos mais distantes pontos do mundo. A situação a que estavam inseridas e sua resposta quanto à adaptação frente as dificuldades é que moldaram essas civilizações antigas e as diferiram entre si. Essa condição, podemos assinalar como um conjunto de fatores inerentes à vida dos habitantes, como clima, disponibilidade de alimentos, relações comerciais com outros grupos humanos e sua relação entre si, que muitas vezes não era pacífica. Muitos autores afirmam que para elevar o desenvolvimento de uma civilização numa mesma região, isso implica em duas situações: o predomínio de um povo sobre o outro ou a disseminação de sua cultura sobre os povos dominados, imprimindo influências. Aqui, nos nossos campos, na zona pampeana, como em muitos outros lugares do mundo, também tivemos nossas civilizações.
Não com pirâmides monumentais como as egípcias ou com muralhas como a chinesa, ou com palácios e jardins suspensos como na Babilônia. Tivemos sim muitas nações indígenas, que diferiam significativamente das grandes civilizações pré-colombianas como a dos Incas, Maias e Astecas, mas que ao seu modo, contribuíram para nossa formação cultural.
E como em muitos outros lugares, nossos nativos também se chocaram com poderosas forças vindas da Europa, durante o período das Grandes Navegações. Foram influenciados, mas também influenciaram. Deste choque de culturas – e de influências – nasceu o Gaúcho. E de forma semelhante a outras culturas, sofreram as adversidades, provaram a agressividade da pampa e a ela se moldaram, se adaptaram e evoluíram. Foram eles - os gaúchos - produto de uma evolução cultural que iniciou com as primeiras expedições de exploração do continente americano, onde os conquistadores ibéricos ao se enraizarem nos nossos territórios e misturarem-se com os nativos pampas, conseguiram se adaptar e superar as duras condições dos primeiros tempos no novo continente.
Estas características dos conquistadores, de superação, garra e resistência somadas ao mimetismo e ao telurismo dos nativos, resultou na formação desta raça ímpar na cultura universal. Estes filhos de pais europeus em mães nativas amavam, sobretudo os campos e os animais que ali estavam, e com o desenvolvimento e a exploração das vacarias e dos gados maiores, chegaram ao seu apogeu como cultura e como equitadores.
Esse é o nosso personagem, mitificado por alguns escritores como centauros únicos entre os povos equitadores e desmistificado por outros sendo chamados de vagabundos dos campos, eles estavam presentes na região Sul do Brasil, no Uruguay e na Argentina. E neste trabalho trataremos, dentre um universo de temas, de como sua equitação se forjou e ao mesmo tempo como esses fatos possibilitaram o seu surgimento bem como seus arreios, que chegaram a ser a grande arte deste Sul da América. No entanto, para chegarmos a um entendimento, somos obrigados, primeiro a percorrer alguns passos importantes da História e da equitação mundial e, em especial a Ibérica. Perguntas fundamentais devem antes ser analisadas e respondidas. Como andavam a cavalo os conquistadores? Quais suas influências?
Como chegaram os primeiros habitantes na América? Que cenário era este onde o gaúcho se desenvolveu? Que povos o precederam e o influenciaram? Como andavam a cavalo? Quais foram suas influências?
São perguntas importantes e que merecem respostas para entendermos a origem, as influências e a evolução da equitação e do próprio gaúcho como protagonista de sua própria aventura. Este é o nosso objetivo neste trabalho, resgatar através de extensas pesquisas somadas a relatos de viajantes, historiadores, militares e outros que viram a pleno gaúchos habilidosos, em correrias nas vacarias, nas boleadas de ñanduces, nas marciais cargas de lança, nas potreadas e que nos deixaram suas preciosas crônicas para agora, alguns séculos depois, recopilarmos estes escritos para tentar reconstruir as bases históricas que resultaram no  florescimento, não só da equitação gaúcha, mas de toda uma cultura que chegou ao seu auge durante o século XVIII.
Responder a essas perguntas, não foi, desde o princípio, uma tarefa fácil, mas ao mesmo tempo, esses anos em que literalmente mergulhei nas antigas crônicas do Sul da América, me proporcionaram horas de imensa alegria. A cada novo livro, a cada citação assinalada, um verdadeiro tesouro que emergia do esquecimento e um sentimento de descoberta. Muito se há para escrever e muito se há para redescobrir. E, ao resgatarmos essa parte importante da nossa história, valorizamos nossa tradição gaúcha, que segue viva e latente nos campos do Rio Grande e do Prata.

Foto Autor

Eduardo Rocha

Sobre o autor

Eduardo Rocha nasceu da fronteira, em Dom Pedrito, divisa do Brasil com o Uruguai. Vem da amplidão do pampa gaúcho onde se unem duas pátrias. Fez dessa vastidão e sua intimidade sua maior matéria- prima. O homem, o cavalo, a natureza, as marcas ancestrais do tempo. Fotógrafo e publicitário, mas sobretudo um olhar aguçado para as coisas essenciais da terra e sua gente.
Andou por Uruguai, Argentina, Chile, Uruguai, Peru, Canadá, África do Sul e Mongólia. Fez nesses lugares retratos do que é sua essência: amplidão e gente, assombro e acolhimento do homem diante da força e do útero do ambiente. Juntou elementos de campo, mato, aguadas, pelos, montarias, olhares e mãos calejadas.
Move-se pela busca constante por imagens e reflexos do que é mais fundamental: o homem diante de si mesmo, do outro, da natureza. A fotografia como espelho, indagação, procura. 


 
Foto Autor

Henrique Fagundes da Costa

Sobre o autor

Henrique Fagundes da Costa nasceu em Bagé, na Campanha gaúcha. Vindo de uma família de campo, cresceu em meio as atividades rurais, onde conviveu com as gentes simples que formam esse cenário que tanto o influenciou. Ainda cedo, começou a reunir antigas peças do universo gaúcho, como freios, esporas e estribos e que mais tarde seriam inspiração para o início dos estudos sobre os aperos, o gaúcho e a equitação crioula. Seus estudos e a busca incessante por novas fontes, levaram o autor a percorrer os caminhos da América bem como buscar os rastros da cultura equestre no velho mundo, afim de encontrar as influências da Equitação Gaúcha. Atualmente reside em Porto Alegre, onde concilia a carreira de Médico Veterinário com as pesquisas históricas e atividades de cunho cultural. É autor de Influência e está trabalhando no seu próximo livro.

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Ficha técnica Lançamento 10/06/2019 Título original Das Seelenleben der Tiere Tradução